Policial militar morre após tiroteio com marido no Ceará
Policial militar morre após tiroteio com marido no Ceará – A soldado Larissa Gomes da Silva, 32 anos, foi baleada e morreu depois de trocar tiros com o marido, igualmente policial militar, no município de Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, em 3 de dezembro de 2025.
De acordo com a Polícia Militar do Ceará (PMCE), o casal discutiu dentro do carro particular enquanto o homem buscava a mulher na saída do serviço. Ambos sacaram as pistolas de uso funcional e dispararam.
Como aconteceu o confronto
Larissa foi atingida no abdômen e no tórax; o marido levou um tiro na artéria femoral. Os dois foram socorridos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Eusébio, onde a morte da soldado foi confirmada. Em seguida, o policial foi encaminhado ao Instituto Dr. José Frota, na capital, e permanece internado sob escolta, com estado de saúde considerado estável.
As duas armas, pertencentes à corporação, foram apreendidas para perícia. O caso foi repassado à Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar e Disciplina (CPJM), responsável por investigar infrações penais que envolvem membros da PM.
Investigação e contexto de violência doméstica
A linha de investigação preliminar aponta para violência doméstica, modalidade que resultou em 1.437 feminicídios no país em 2022, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O dado reforça a preocupação com conflitos envolvendo agentes de segurança, que possuem acesso a armas de fogo.
Larissa deixa três filhos menores de idade. A PMCE informou que a corporação presta apoio psicológico à família e que o policial permanece afastado, devendo responder a inquérito militar e, possivelmente, a processo criminal comum.
Especialistas em segurança lembram que, em situações de risco, familiares podem acionar a Central de Atendimento à Mulher (180) e solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, inclusive quando o agressor é servidor público armado.

O inquérito policial deve reunir laudos balísticos, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras próximas ao local do crime para estabelecer a dinâmica do tiroteio e eventuais agravantes.
No desfecho do processo, o marido poderá responder por feminicídio, crime cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão, além de sanções disciplinares internas na PMCE.
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