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Policial militar morta no Ceará relatou agressões antes
Policial militar morta no Ceará – Na última quarta-feira (3 de dezembro de 2025), a soldado Larissa Gomes da Silva, 26 anos, não resistiu aos ferimentos após ser baleada durante uma discussão com o companheiro, o também militar Joaquim Filho, no município do Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza.
Horas antes do crime, Larissa enviou áudios e fotos a uma amiga descrevendo coronhadas recebidas do parceiro, que já estava separado dela. O material, guardado como prova, reforça a hipótese de violência doméstica recorrente.
Áudios revelam agressões e ameaças
Nos registros, a policial conta que o soldado descobrira um relacionamento dela com outra pessoa e reagiu com um tapa no rosto, seguido de diversas coronhadas que abriram cortes e provocaram inchaço na cabeça.
Larissa relatou ainda que, após tentar evitar que Joaquim sacasse a pistola contra um casal de motociclistas, foi obrigada a transferir R$ 1.000 via Pix para o agressor. “Quando chamei ele de descontrolado, o sangue começou a escorrer”, disse em mensagem.
Dinâmica do tiroteio e apreensão das armas
Segundo versão do soldado, o casal trocou tiros no apartamento dele. Larissa foi atingida no abdômen e tórax; Joaquim, na perna. Ambos foram socorridos à UPA do Eusébio, onde a morte da policial foi confirmada. O suspeito segue internado no IJF, sob escolta.
As duas pistolas, pertencentes à Polícia Militar do Ceará, foram recolhidas para a Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar e Disciplina. A corporação ainda não informou se o caso será tratado como feminicídio ou homicídio culposo.
Violência contra mulheres na corporação e no país
Em nota interna, colegas do 15.º Batalhão descreveram Larissa como “exemplo de profissional, mãe de três filhos, sonhadora e dedicada”. Ela ingressou na PMCE em junho de 2022.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2024, o Brasil registrou 1 437 feminicídios, equivalente a quase quatro casos por dia. Especialistas alertam que ameaças prévias, como as relatadas pela soldado, aumentam o risco de letalidade.
Autoridades recomendam que vítimas de violência doméstica busquem ajuda imediata pelo 190 ou pela Central 180 e registrem boletim de ocorrência para garantir medidas protetivas.
No Ceará, o Governo do Estado disponibiliza a Patrulha Maria da Penha para acompanhar mulheres em situação de risco, além de delegacias especializadas que funcionam 24 horas.
Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.
Crédito da imagem: Reprodução
