Policial preso por feminicídio após tiros em companheira
Policial preso por feminicídio após tiros em companheira – Um soldado da Polícia Militar do Ceará foi detido na última quinta-feira (4) sob suspeita de assassinar a colega de farda Larissa Gomes da Silva, 26 anos, durante um tiroteio dentro do carro do casal em Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza.
Larissa foi atingida no abdômen e no tórax, chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu. O suspeito, baleado na perna, recebeu cuidados médicos e seguiu sob escolta antes de ser transferido para o Presídio Militar.
Como ocorreu o tiroteio
Segundo a corporação, a discussão começou ainda dentro do veículo. Ambos sacaram as armas funcionais e trocaram disparos, conforme relato do próprio policial.
Peritos recuperaram cápsulas de projéteis e irão confrontar os calibres para confirmar a dinâmica do crime. O caso foi registrado pela Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar e Disciplina.
Histórico de violência e investigação
Familiares relatam que o relacionamento era marcado por agressões físicas e psicológicas. A mãe da vítima afirmou que o soldado já teria disparado armas próximo de Larissa, quebrado móveis e feito ameaças constantes.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que, em 2022, 1.437 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, sendo 66% mortas dentro da própria residência – cenário que evidencia o risco de violência doméstica envolvendo agentes de segurança, segundo relatório da entidade.
Autuação e próximos passos
O militar foi enquadrado por feminicídio, qualificadora que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão, além de crime militar por utilizar arma da corporação. O inquérito será encaminhado à Justiça Militar e à Vara do Júri de Fortaleza.

A Polícia Militar informou que acompanha o caso e abriu procedimento interno que pode levar à expulsão do acusado, caso a responsabilidade seja confirmada.
A tragédia reacende o debate sobre mecanismos de prevenção dentro das corporações, como programas de acompanhamento psicológico e protocolos de retirada de arma de agentes denunciados por violência doméstica.
No Ceará, a Secretaria da Segurança reforça que vítimas podem acionar o 190 ou buscar acolhimento na Casa da Mulher Brasileira, enquanto investigações tramitam com prioridade.
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Crédito da imagem: Divulgação / PMCE
