Copacabana/RJ – Um ensaio que terminou em colisão levou o cantor Toni Garrido, 58, à 12ª DP após seu carro atingir a moto de um policial militar na noite de sábado, 2 de setembro. O cabo, de 44 anos, sofreu fratura na perna; o artista fez bafômetro (negativo) e foi liberado, mas a investigação apura se ele avançou o sinal vermelho.
- Em resumo: PM fraturado, teste de alcoolemia zerado e inquérito por lesão culposa em andamento.
Como foi a batida, segundo a polícia
Testemunhas relataram que o SUV dirigido por Garrido seguia pela Rua Barata Ribeiro quando colidiu lateralmente com a moto da Unidade de Polícia Pacificadora. O cantor alega ter passado no amarelo; já a PM sustenta que o semáforo estava fechado. Imagens de câmeras públicas e particulares foram requisitadas para confirmar a sequência dos fatos.
Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que colisões entre automóveis e motocicletas respondem por mais de 30% das mortes em vias urbanas no país, evidenciando a gravidade desse tipo de choque.
“O motociclista foi socorrido consciente, com fratura exposta, e encaminhado ao Hospital Central da PM, onde permanece estável”, informou nota da corporação.
O que pesa contra (ou a favor) de Toni Garrido
Além do resultado negativo no teste de alcoolemia, o artista não apresentava sinais de embriaguez, fator que pode atenuar eventual responsabilização. No entanto, o Código de Trânsito Brasileiro pune quem avança sinal fechado com multa gravíssima e possibilidade de suspensão da CNH quando há lesão.

O delegado responsável aguarda laudo da perícia e os vídeos de segurança para decidir se indiciará o cantor por lesão corporal culposa. Caso condenado, Garrido pode pegar até dois anos de detenção, pena que costuma ser convertida em medidas alternativas porque não houve intenção.
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