Stellantis corta 650 engenheiros e redireciona P&D em Rüsselsheim

Rüsselsheim, Alemanha – Recentemente, a Stellantis confirmou o corte de 650 postos de trabalho em seu centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Opel, medida que altera de forma decisiva o futuro do polo automotivo na cidade e pressiona engenheiros de toda a região.

  • Em resumo: 650 engenheiros deixam a planta; os 1.000 restantes focarão em IA, baterias e software para Opel e Vauxhall.

Por que a Stellantis encolhe a equipe?

A montadora argumenta que a redução é parte de um redesenho global para tornar o centro “mais enxuto e tecnológico”, voltado a soluções de iluminação, ADAS e arquitetura STLA Brain. Segundo dados do IBGE sobre o mercado de trabalho, movimentos similares já afastaram mais de 12 mil profissionais da indústria automotiva no último triênio apenas no Brasil, ilustrando uma tendência mundial de automação e eletrificação.

No caso alemão, as demissões realocam recursos para projetos estratégicos de veículos elétricos, área em que a Stellantis promete lançar 75 modelos até 2030.

“Dos atuais 1.650 engenheiros, aproximadamente 1.000 continuarão responsáveis por tarefas estratégicas no Centro Tecnológico de Rüsselsheim”, informou a companhia em comunicado.

Impacto para Opel, Vauxhall e o mercado europeu

O enxugamento ocorre numa fábrica histórica: inaugurada em 1862, a Opel de Rüsselsheim já abrigou mais de 20 mil trabalhadores nos anos 1990. Hoje, a transição para elétricos redefine perfis profissionais, priorizando especialistas em software, cibersegurança e química de baterias.

Na prática, o centro passa a liderar testes de células de íon-lítio, sistemas de condução autônoma de nível 2+ e módulos de inteligência artificial na produção — áreas com crescimento previsto de 150% na Europa até 2028, segundo a consultoria McKinsey.

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Crédito da imagem: Divulgação

Dayse Victorya

Apaixonada pela sétima arte e viciada em maratonar novidades, Dayse une o rigor do jornalismo com a linguagem dinâmica do streaming. Em seu setup em casa, ela transforma teorias cinematográficas em conversas acessíveis, explorando desde os segredos dos grandes estúdios até as listas do que realmente vale o seu "play".