Quixeramobim (CE) – Na última semana, o município recebeu uma delegação de prefeitos e gestores do Marrocos interessada em decifrar como a rede local consegue entregar merenda escolar padronizada, nutritiva e com baixo desperdício.
- Em resumo: Modelo cearense virou estudo de caso internacional e pode inspirar mudanças em escolas marroquinas.
O que chamou a atenção dos marroquinos
Recebidos pelo prefeito Cirilo Pimenta (PSB), os visitantes percorreram cozinhas industriais, estoques e refeitórios, analisando cada etapa de compra, preparo e distribuição. Um dos pontos mais elogiados foi o controle de qualidade que rastreia ingredientes da fazenda ao prato, prática alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
A logística também impressionou: cardápios elaborados por nutricionistas são enviados digitalmente às escolas, que prestam contas em tempo real. Segundo a prefeitura, o sistema reduziu em 18% o desperdício de alimentos em 2023.
“A presença da comitiva possibilita o intercâmbio de experiências e pode contribuir para o aperfeiçoamento de iniciativas na área”, destacou a gestão municipal.
Por que isso importa para o Brasil e para o Marrocos
O interesse estrangeiro reforça a tendência global de integrar agricultura familiar, tecnologia e saúde na merenda. Dados do FNDE indicam que o PNAE destinou R$ 5,5 bilhões às redes públicas em 2023, mas municípios ainda enfrentam gargalos de gestão. Quando um sistema local se prova eficiente, ele se torna vitrine — e possível modelo de exportação.

No caso do Marrocos, 7,2 milhões de estudantes dependem de alimentação subsidiada, segundo o Ministério da Educação marroquino. A experiência cearense pode ajudar o país africano a cumprir metas de nutrição estabelecidas pela ONU até 2030.
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