Prisões por organização criminosa disparam no Ceará
Prisões por organização criminosa disparam no Ceará – Em 2025, as forças de segurança estaduais efetuaram 2.541 capturas de suspeitos vinculados a facções, alta de 96,1% na comparação com 2024, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
No total, o ano encerrou com 35.458 prisões e apreensões no Estado, média de 100 registros diários envolvendo flagrantes ou cumprimento de mandados.
Resultados de 2025
Além das ações contra organizações criminosas, 2.883 pessoas foram detidas por homicídio, avanço de 32,5% sobre o ano anterior. As estatísticas foram consolidadas pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).
O secretário Roberto Sá atribuiu o desempenho ao trabalho integrado de policiamento ostensivo, investigação e inteligência. “Seguiremos priorizando os criminosos mais violentos e combatendo as facções”, destacou.
Contexto nacional e estratégias
O aumento acompanha tendência observada em outros estados. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a atuação de grupos organizados é responsável por cerca de 30% dos homicídios no país, o que reforça a necessidade de operações focadas nesse público.
No Ceará, o avanço das facções levou o governo a intensificar o uso de tecnologias de rastreamento, cruzamento de bancos de mandados e patrulhamento orientado por dados. Especialistas apontam que, quando somadas a programas sociais de prevenção, as medidas ajudam a reduzir reincidência e violência letal.

Casos emblemáticos de 2025 incluem prisões coletivas em bairros da Região Metropolitana de Fortaleza e o bloqueio de contas bancárias ligadas a lavagem de dinheiro, ações que, segundo a SSPDS, enfraquecem financeiramente as quadrilhas.
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Crédito da imagem: Divulgação / SSPDS