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quarta-feira, março 11, 2026

Protesto contra feminicídio reúne 3 mil na Praia de Iracema

Protesto contra feminicídio reúne 3 mil na Praia de Iracema

Protesto contra feminicídio reúne 3 mil na Praia de Iracema – No último domingo (7), cerca de 3 mil pessoas marcharam entre a Ponte dos Ingleses e a estátua Iracema Guardiã, em Fortaleza, para exigir ações efetivas contra a violência de gênero.

O Ato Mulheres Vivas, que integra uma mobilização nacional, contou com a presença de mais de 80 coletivos, familiares de vítimas e representantes de instituições públicas.

Mobilização suprapartidária ocupa orla de Fortaleza

Organizado pela Rede Itinerante de Mulheres Atuantes (Rima), o protesto foi definido como suprapartidário e aberto a qualquer pessoa comprometida com a defesa da vida das mulheres.

Equipes da Polícia Militar, Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Guarda Municipal/Patrulha Maria da Penha e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acompanharam o trajeto para garantir segurança e atendimento médico.

Feminicídios crescem no Ceará e no Brasil

Somente no primeiro semestre de 2025, o Ceará confirmou ao menos 24 feminicídios, segundo a Superintendência de Pesquisa e Estratégia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

O cenário estadual reflete a tendência nacional: de acordo com o Atlas da Violência 2024, o Brasil registrou 1.437 assassinatos de mulheres em 2023 classificados como feminicídio, um aumento de 6,1 % em relação ao ano anterior.

Casos recentes no estado ilustram a gravidade do problema. Na última quarta-feira (3), uma policial militar foi morta pelo companheiro, também PM, em Eusébio. Um dia antes, em Camocim, um homem foi preso por suspeita de simular o suicídio da esposa. Em julho, a enfermeira Clarissa Costa Gomes, de 31 anos, foi esfaqueada 34 vezes pelo ex-companheiro em Fortaleza.

Especialistas defendem ações articuladas que combinem educação de gênero, fortalecimento de redes de proteção e rigor nas investigações. Iniciativas públicas, como a Patrulha Maria da Penha e a ampliação de delegacias especializadas, são apontadas como fundamentais para interromper o ciclo de violência.

No encerramento do ato, participantes acenderam velas em memória das vítimas e prometeram manter a mobilização ativa até que as estatísticas comecem a cair. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação / TVM

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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