PT mantém Elmano na disputa apesar de pressão de Camilo
Fortaleza/CE – Na última segunda-feira (2), o Grupo de Trabalho Eleitoral do PT confirmou que o governador Elmano de Freitas seguirá candidato à reeleição no Ceará em 2026, rejeitando a troca pelo ministro da Educação, Camilo Santana. A avaliação interna é de que recuar agora transmitiria ao eleitorado a ideia de reprovação à própria gestão.
- Em resumo: legenda teme repetir 2002 e sustenta Elmano apesar de baixa popularidade.
Bastidores: receio de “autocrítica pública” pesou
Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, dirigentes argumentaram que substituir um governador em exercício fragilizaria a narrativa de continuidade de projetos. O caso gaúcho de 2002, quando Olívio Dutra abriu mão da reeleição e o PT acabou derrotado, foi citado como exemplo negativo.
Para além da memória eleitoral, a cúpula analisou pesquisas qualitativas que apontam desgaste, mas não inviabilizam Elmano. No Ceará, o petista enfrenta a articulação de Ciro Gomes (PSDB) e eventual candidatura de Camilo Santana, quadro que pode fragmentar o voto progressista.
“Retirar a prerrogativa passaria a imagem de que nem o partido aprova suas próprias gestões”, registrou o relatório interno.
Risco calculado: números e histórico pesam
Em 2022, Elmano venceu no primeiro turno com 54% dos votos válidos. Hoje, estimativas do IBGE indicam que o Ceará tem 9,2 milhões de habitantes, sendo 6,8 milhões de eleitores potenciais. Analistas lembram que manter a máquina estadual garante visibilidade e pode recuperar índices de aprovação perdidos.

No entanto, a presença de Camilo Santana como ministro e a influência de Ciro Gomes reconfiguram o tabuleiro. Qualquer erro de comunicação pode abrir espaço para a oposição, como ocorreu na Bahia em 2020, quando o PT quase perdeu Salvador para ACM Neto.
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