Retirada de fotossensores no Ceará preocupa motoristas
Fotossensores no Ceará vêm sendo retirados de trechos das BRs que cortam o estado, situação percebida por condutores desde o fim de dezembro.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit) confirmou que a remoção faz parte de uma troca contratual iniciada em novembro, quando uma nova empresa assumiu a operação dos equipamentos.
Como ocorre a troca dos equipamentos
De acordo com o Denit, os antigos fotossensores são desmontados gradualmente para dar lugar a modelos mais modernos, que ainda precisam ser instalados, aferidos e calibrados.
Enquanto o processo avança, o órgão ressalta que os limites de velocidade permanecem válidos e a fiscalização segue por meio de patrulhamento móvel da Polícia Rodoviária Federal.
Segurança viária e contexto estadual
Dados da PRF mostram que, em 2024, o excesso de velocidade foi a causa de 21% das colisões com vítimas nas rodovias federais que cruzam o Ceará, percentual superior à média nacional de 17%.
Especialistas em trânsito alertam que a ausência temporária dos dispositivos pode aumentar o risco de acidentes, já que os radares fixos reduzem em até 40% as infrações nesse tipo de trecho, segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No Parque Santa Maria, em Fortaleza, quatro fotossensores permanecem ativos em ambos os sentidos da BR-116. Já em municípios da Região Metropolitana, como Horizonte, motoristas relatam que a estrutura metálica fica vazia, indicando que a substituição ainda não chegou aos locais.
O Denit não informou uma data final, mas prevê concluir a reinstalação ao longo do primeiro trimestre de 2025. Durante a transição, a recomendação é redobrar a atenção às placas de sinalização e manter a velocidade compatível com cada trecho.
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Crédito da imagem: Divulgação