Orós/CE - Um vídeo que circula nas redes sociais expôs jovens subindo a parte mais inclinada do sangradouro do Açude de Orós, justamente quando o reservatório ultrapassou sua capacidade máxima e voltou a sangrar em 15 de maio. A cena, registrada no interior do Ceará, levou a prefeitura a emitir um alerta urgente no último sábado, 18.
- Em resumo: Banho e escalada sobre o vertedouro estão proibidos por risco de arrastamento fatal.
Por que o sangradouro é zona de perigo extremo
A força da água no vertedouro pode superar facilmente uma tonelada por metro quadrado, segundo manuais da Cogerh. Em superfícies inclinadas, o efeito de “escorrega” aumenta a velocidade do fluxo e reduz qualquer chance de reação do banhista.
Diante do risco, bombeiros civis, salva-vidas, agentes do Demutran e técnicos da Cogerh foram deslocados para isolar a área. A recomendação oficial é usar apenas o trecho inferior, onde a lâmina d’água faz a última queda antes de seguir para o rio.
“A descida no local está proibida, assim como o banho na parte superior”, reforçou o secretário de Turismo e Cultura, Luís Eduardo.
Turismo em alta x leis de segurança de barragens
O fenômeno da sangria costuma atrair cerca de 3 mil visitantes por dia ao redor do segundo maior reservatório do estado, que armazena 1,94 bilhão de m³. O fluxo intenso pressiona a fiscalização, sobretudo em fins de semana.
A Lei nº 12.334/2010, que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens, determina sinalização ostensiva e planos de contingência para estruturas classificadas como de médio ou alto risco. O descumprimento pode gerar multas e até responsabilização criminal em caso de acidente.
O que você acha? Medidas mais duras, como multas aos banhistas, ajudariam a evitar tragédias? Para mais reportagens sobre riscos e prevenção, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação