NOVA YORK (EUA) – Em plena calçada do Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, o músico britânico Roger Waters ergueu um megafone e pediu, na última segunda-feira (13), a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, mantidos presos no local segundo manifestantes.
- Em resumo: Cofundador do Pink Floyd denunciou a prisão de Maduro diante do presídio federal norte-americano.
Entenda por que o artista foi às ruas
Waters se juntou a ativistas que alegam “prisão política” do casal venezuelano. Diante de cerca de cem simpatizantes, o roqueiro acusou Washington de “interferir na soberania latino-americana”. Para sustentar o apelo, citou tratados internacionais de direitos humanos e cantou trechos de “Wish You Were Here”.
Dados da BBC mostram que líderes estrangeiros raramente são detidos em solo americano, o que torna o episódio ainda mais controverso e chama atenção para possíveis desdobramentos diplomáticos.
“Se eles podem levar Maduro, podem levar qualquer líder que desafie o status quo”, bradou Waters diante do portão principal do presídio.
Contexto e impacto regional
O protesto ocorre no momento em que a crise venezuelana expõe a maior diáspora das Américas. Segundo a ONU, mais de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015, pressionando sistemas de saúde e emprego em toda a região.

Especialistas em relações internacionais alertam que a manutenção de Maduro sob custódia pode tensionar a já frágil relação Washington-Caracas e impactar acordos de exportação de petróleo. Além disso, militantes de direitos humanos temem um precedente negativo para lideranças latino-americanas em trânsito pelos Estados Unidos.
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