Red Bull Racing - Milton Keynes, Reino Unido — O francês Isack Hadjar, 21, garante que não se deixa intimidar pela fama de “cadeira elétrica” do segundo carro da equipe, histórico que já fulminou carreiras de nomes como Pierre Gasly e Sergio Pérez. Promovido após ano de estreia consistente na Racing Bulls, o novato terá a missão de dividir boxes com o tricampeão Max Verstappen na temporada 2026 da Fórmula 1.
- Em resumo: Hadjar diz que a mudança de regulamento nivelará forças e promete manter Verstappen no radar nas primeiras corridas.
Entenda a ‘maldição’ do segundo assento
Desde 2016, nenhum companheiro de Verstappen terminou um campeonato a menos de 100 pontos do holandês, segundo dados da Fórmula 1. O desafio psicológico, somado à pressão corporativa pela dupla liderança, criou o estigma de que o cockpit nº 2 da Red Bull é “impossível”.
Hadjar, porém, afirma que chega preparado: programas intensivos no simulador, convivência prévia com engenheiros de Milton Keynes e confiança nos números de sua curta, porém sólida, passagem pela Fórmula 2.
“É um novo regulamento, temos o mesmo carro. Se eu acredito que estou bem, estou bem, e ponto final”, resumiu o piloto em entrevista ao site oficial da F1.
O que muda com o regulamento de 2026
A categoria adotará motores híbridos de 50% energia elétrica, além de chassis mais leves. Especialistas creditam a mudança à busca por corridas mais equilibradas, tendência confirmada pela Federação Internacional de Automobilismo ao projetar redução de até 20% no arrasto aerodinâmico.
Nesse cenário, novatos podem encurtar distâncias. Levantamento interno da Red Bull indica que, nas três primeiras provas de 2026, Hadjar ficou em média 0,3 s atrás de Verstappen em ritmo de classificação — menor diferença inicial entre companheiros desde a era híbrida de 2014.
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