Brackley, Reino Unido – De olho na taça de 2026, George Russell reconheceu que suas largadas vacilantes têm custado posições decisivas e permitido que o companheiro Kimi Antonelli abra 38 pontos na liderança do Mundial.
- Em resumo: Mercedes domina classificações, mas Russell perde terreno nas saídas e quer virar o jogo já no próximo GP.
Por que as largadas viraram o “calcanhar de Aquiles”
Nos três primeiros GPs do ano, o britânico perdeu, em média, 1,2 posição nos 300 m iniciais, segundo levantamento do site oficial da Fórmula 1. O contraste é duro: Antonelli manteve ou ganhou posições em todas as largadas, convertendo pole em vitória duas vezes.
O problema se repete também nas relargadas pós-Safety Car. Em Xangai, Russell apertou demais o botão de embreagem, patinou e caiu de segundo para quarto, episódio que ele citou como “erro de procedimento” a ser corrigido de imediato.
“Preciso melhorar nas largadas, isso decide corridas. Errei também atrás do Safety Car e paguei caro”, afirmou Russell.
Impacto no campeonato e o que a história ensina
A Mercedes soma três vitórias consecutivas no início de temporada, feito que não ocorria desde 2020. Ainda assim, perder posições na primeira curva pode custar até 7 segundos em ritmo de corrida, mostram dados da FIA nas últimas cinco temporadas. Em 2025, Russell perdeu 19 pontos só por posição cedida na volta 1 — número que, mantido, pode custar o título.
Para mitigar o risco, a equipe programou sessões extras de prática de embreagem no simulador e mudou o mapeamento do motor para melhorar a tração. O britânico aposta que pequenos ajustes podem “virar o campeonato rapidamente”.
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