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Piracicaba/SP – É em um prédio discreto da Esalq-USP que nasce, todos os dias, o número que baliza o comércio nacional de café e, por tabela, o preço que você paga na cafeteria ou no mercado. Nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Café, a equipe do Cepea ligou novamente para dezenas de cooperativas de todo o país para atualizar o indicador que já fez a saca de 60 kg variar de R$ 500, em 2002, a R$ 2.769, no pico de 2025.
- Em resumo: Cotação telefônica na Esalq define o parâmetro usado por exportadores, indústrias e varejo em todo o Brasil.
Como a cotação é feita e por que muda tantas vezes
O analista Victor Hugo Abreu inicia o dia antes das 8h, alinhado ao fuso de Londres, colhendo preços dos cafés tipo 6, 7, 8 e Arábica Rio. As mesmas ligações se repetem à tarde, quando a Bolsa de Nova Iorque dita novas referências. Cada parcial é publicada on-line em questão de minutos.
O levantamento mira o valor comercial – quanto produtores recebem da cooperativa –, não o preço do pacote pronto. O dado serve de guia para contratos internos e internacionais, influenciando diretamente a exportação, que, segundo o Ministério da Agricultura, movimentou 39 milhões de sacas brasileiras em 2025.
“O mercado é muito dinâmico. Oscilações acontecem no próprio decorrer do dia”, destaca Abreu, do Cepea.
Safra recorde à vista e possível alívio no bolso
Projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para nova safra recorde a partir de julho. Se confirmada, a maior oferta tende a pressionar para baixo a média atual de R$ 1,7 mil por saca registrada de janeiro a março.

Desde o início do indicador, em 1996, apenas dois períodos tiveram disparada semelhante à de 2025: a quebra de safra de 2014 e a geada de 2021. Em todos, o câmbio do dólar e o apetite dos importadores ampliaram o salto. Como o Brasil responde por quase 37% da produção global, qualquer variação local reverbera nos 2,25 bilhões de xícaras consumidas diariamente no planeta, cita a Organização Internacional do Café.
O que você acha? A colheita maior deveria baratear o expresso que chega à sua mesa? Para acompanhar outras análises de mercado, visite nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação

