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FORTALEZA/CE – Na última terça-feira (14), o Governo do Ceará oficializou a posse de 44 novos servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adagri), medida que promete ampliar a segurança sanitária e destravar investimentos no campo já para a próxima safra.
- Em resumo: Ao todo, 20 médicos-veterinários, 7 engenheiros-agrônomos e 17 técnicos passam a fiscalizar propriedades e fronteiras agropecuárias.
Por que a nova equipe faz diferença
O Ceará exportou mais de US$ 210 milhões em produtos agropecuários em 2023, segundo dados do Ministério da Agricultura. Cada embarque só é liberado após aval sanitário da Adagri, que vinha operando com déficit de pessoal desde 2019.
Com a chegada dos novos fiscais, a agência expande a vigilância de doenças como febre aftosa, influenza aviária e pragas que podem fechar mercados internacionais — prejuízo estimado em R$ 6,5 bilhões para o Nordeste caso um surto seja confirmado, de acordo com o Atlas da Defesa Sanitária.
“Vocês têm a missão de fortalecer um setor essencial para o Ceará, contribuindo para o desenvolvimento e trazendo mais confiança à atividade agropecuária”, declarou a vice-governadora Jade Romero durante a cerimônia no Palácio da Abolição.
Contexto: concurso de 2025 finalmente sai do papel
O edital que selecionou os 44 profissionais foi lançado em 2025, mas a posse dependia de adequações orçamentárias. Agora, o reforço atende a compromisso público do governador Elmano de Freitas e responde a pleito de sindicatos rurais que reclamavam da falta de auditores nos 184 municípios cearenses.

Além de fiscalizar abatedouros e barreiras volantes, a nova turma atuará em campanhas de educação sanitária, aumentando a rastreabilidade de rebanhos — requisito obrigatório para acesso a mercados como União Europeia e China. Hoje, apenas 23% das propriedades do estado possuem registro completo no sistema nacional de identificação animal, cifra que tende a crescer com a ampliação das equipes de campo.
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Crédito da imagem: Divulgação

