Salto de 14% empurra Pecém à elite mundial das frutas
Berlim, Alemanha – O Complexo do Pecém desembarcou na Fruit Logistica, maior feira global de hortifruticultura, apresentando o melhor momento da história recente das exportações cearenses: em 2025, a remessa de frutas saiu do porto 14% maior que no ano anterior, sinal de um corredor logístico que ganhou ritmo e visibilidade internacional.
- Em resumo: Melões, melancias e mamões puxaram um avanço de 27% no volume exportado, colocando o Ceará no radar de 60 mil compradores de 150 países.
De melões a papaias: por que Pecém virou vitrine
Entre agosto e fevereiro, pico da safra, navios refrigerados partem do terminal cearense rumo à Europa e à América do Norte. Segundo dados do IBGE, o estado responde por cerca de 70% do melão exportado pelo Brasil, produto que lidera a cesta de frutas frescas brasileiras com receita superior a US$ 330 milhões em 2025.
O ganho competitivo vem da integração porto–zona industrial, que reduz em até 48 horas o tempo entre a colheita e o embarque, preservando a qualidade exigida pelos mercados de alto valor agregado.
“A partir dos negócios e conexões estabelecidos nesta feira, nossa expectativa é acelerar ainda mais esse crescimento nos próximos anos”, destacou Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.
Segurança fitossanitária e novos mercados em jogo
A comitiva inclui a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), responsável por certificar as fazendas exportadoras. O controle fitossanitário é decisivo: a União Europeia adota limites rígidos de resíduos e pode bloquear cargas inteiras ao menor sinal de contaminação.

No Brasil, o Ministério da Agricultura aponta que as vendas externas de frutas bateram recorde histórico em 2025, somando US$ 1,17 bilhão – 12% acima de 2024. Com a demanda europeia por alimentos saudáveis crescendo 3% ao ano, o Ceará mira ampliar sua fatia nesse mercado ao negociar diretamente com redes varejistas durante a Fruit Logistica.
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