Seca extrema força decreto de emergência em Boa Viagem e Canindé
Brasília (DF) – O Governo Federal reconheceu, na última terça-feira (20), a situação de emergência de Boa Viagem e Canindé, no Ceará, após meses de estiagem que desestabilizaram a economia local e ameaçam o abastecimento de água.
- Em resumo: municípios ganham acesso imediato a verbas federais para cestas básicas, caminhões-pipa e kits de higiene.
Por que o reconhecimento era urgente
Sem chuvas regulares desde o fim de 2023, as duas cidades registram perdas em lavouras de milho e feijão que chegam a 40%, segundo projeções do IBGE. A queda na produção pressiona preços internos e aumenta pedidos de auxílio alimentação.
As portarias publicadas no Diário Oficial oficializam o estado de emergência e permitem que as prefeituras solicitem recursos à Defesa Civil Nacional para ações imediatas, como a contratação de carros-pipa e a distribuição de refeições a trabalhadores e voluntários.
O decreto federal considera a estiagem – “longa ausência de chuvas” – como fator que compromete o equilíbrio das atividades econômicas e a rotina da população local.
Impacto regional e próximos passos
Além de Boa Viagem e Canindé, Jaguaribe e outros municípios cearenses também entraram na lista por seca ou estiagem. De acordo com o Atlas das Secas, o semiárido nordestino concentra 74% dos registros de calamidade hídrica no país desde 2000, o que eleva o risco de insegurança alimentar e migração sazonal.

Com o reconhecimento federal, as prefeituras podem encaminhar planos de trabalho para receber verba que cubra desde a compra de filtros de água até a limpeza de reservatórios. A liberação dos valores ocorre após análise técnica da Defesa Civil e pode ultrapassar R$ 1 milhão, dependendo da população afetada.
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Crédito da imagem: Divulgação