FORTALEZA (CE) – O muro que protege o terreno da Base Aérea, no Bairro Aerolândia, voltou a ceder no último fim de semana, atingindo um caminhão e reacendendo o temor de novos desastres entre comerciantes e moradores da região.
- Em resumo: Estrutura cedeu pela segunda vez em seis dias; 40 ocorrências ligadas às chuvas já foram registradas na capital.
Por que o muro voltou a cair?
A Aerotrópolis Empreendimentos S.A., responsável pela obra, atribui o desabamento ao volume de água acumulado após a chuva e afirma que instalou uma tubulação extra ligada à rede de drenagem do aeroporto. Um relatório técnico está em elaboração, com apoio da Defesa Civil estadual e municipal.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fortaleza registra uma média pluviométrica elevada nesta época do ano, fator que pressiona estruturas antigas e mal-drenadas em bairros populosos.
“Temos receio de que outra parte do muro desabe; fizemos um isolamento simples”, relatou a gerente Ingrid Valentim, cujo estabelecimento apresentou rachaduras após o incidente.
Impacto nas famílias e próximos passos
Além do dano ao caminhão, vizinhos relatam alagamentos e rachaduras internas. Na mesma frente de chuvas, a Defesa Civil interditou quatro casas no Mondubim, elevando para 40 as ocorrências graves desde sábado.
A empresa promete reconstruir a barreira agora que a Polícia Civil concluiu as investigações sobre a primeira queda. A expectativa é de que a recomposição comece “nos próximos dias”, enquanto equipes de campo levantam perdas materiais para eventual indenização.
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Crédito da imagem: Divulgação