Segurança hostiliza filha de Jorginho e Chappell Roan reage
SÃO PAULO – Uma discussão no saguão de um hotel da capital paulista virou assunto nas redes após a abordagem considerada “extremamente agressiva” a Ada, 11 anos, filha do lateral Jorginho, do Flamengo, e da cantora Catherine Harding. O guarda-costas, identificado pelo jogador como membro da equipe de Chappell Roan, teria exigido distância da menina poucas horas antes do show da artista no Lollapalooza Brasil.
- Em resumo: Cantora diz que não autorizou a ação e pede desculpas à família.
Como a confusão começou
Segundo Jorginho, tudo aconteceu no café da manhã. Ao notar a presença da headliner do festival, a criança teria apenas olhado em direção à artista. Nesse momento, o segurança interveio, alegando “falta de respeito” e prometendo registrar queixa junto ao hotel. Em longo texto no Instagram, o jogador classificou a postura como “triste” para quem “deveria entender o peso dos fãs”.
Mais tarde, Chappell se pronunciou em áudio publicado nas redes. A cantora reafirmou que o agente “não faz parte da minha equipe” e que sequer viu mãe e filha no salão. “É injusto presumir más intenções quando ninguém fez nada”, afirmou. De acordo com levantamentos da Rolling Stone Brasil, o número de incidentes envolvendo fãs e celebridades aumentou 27 % em grandes eventos desde 2022, forçando produtoras a rever protocolos.
“Eu não odeio crianças. Desculpa à mãe e ao filho; alguém presumiu que vocês causariam incômodo e isso me deixa muito triste.”
Limites entre segurança e assédio
Especialistas em produção de shows lembram que, mesmo em ambientes privados, funcionários só podem intervir diante de risco concreto. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê proteção contra constrangimento e tratamento vexatório, reforçando que qualquer excesso pode ser denunciado ao Conselho Tutelar.
Outra questão é o direito à própria imagem. A cantora, que saltou do anonimato aos Grammys em menos de dois anos, vem adotando políticas rígidas para preservar sua privacidade. Em entrevista recente, ela declarou não ter “obrigação” de posar para fotos, mas reiterou que recusa jamais deve ser confundida com hostilidade.

Para pesquisadores da Universidade de São Paulo, choques desse tipo tendem a crescer: o Brasil soma mais de 180 mil eventos musicais anuais e recebeu 40 milhões de turistas em 2023, cenário que aumenta a chance de interação improvisada entre ídolos, fãs e suas equipes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Instagram & Invision/AP
