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Senado libera guarda alternada de pets após divórcio
BRASÍLIA – Na última terça-feira (31/03/2026), o Senado aprovou, em votação simbólica, o PL 941/2024, texto que cria regras para a guarda compartilhada de animais de estimação quando chega ao fim um casamento ou união estável. A proposta vai agora à sanção presidencial e, se confirmada, poderá mudar a vida de milhões de tutores brasileiros.
- Em resumo: projeto garante revezamento de convivência e prevê pensão para despesas do pet.
O que o projeto determina
Pelo texto, cães, gatos e outros animais domésticos deixam de ser vistos apenas como patrimônio e passam a ter “interesse próprio” considerado pelo juiz. Caso o ex-casal não chegue a um acordo, o magistrado poderá fixar um regime de visitas, dividir gastos veterinários e até definir pensão alimentícia para o tutor que ficar responsável pelo dia a dia do pet.
O relator lembrou decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça que já tratavam os pets como membros da família, mas sem lei específica. Agora, a proposta cria parâmetros nacionais, alinhando o Código Civil à jurisprudência.
“A guarda deverá atender ao bem-estar do animal, prioridade que sobrepõe interesses exclusivamente patrimoniais”, determina o PL 941/2024.
Por que isso importa
Mais da metade dos lares brasileiros possui ao menos um pet, segundo pesquisa do IBGE. Com aproximadamente 58 milhões de cães e 27 milhões de gatos no país, separações litigiosas costumam gerar disputas emocionais e judiciais prolongadas sobre quem fica com o animal.
Especialistas em direito de família apontam que a nova legislação pode reduzir conflitos, já que estabelece critérios objetivos e evita interpretações díspares entre tribunais estaduais. Além disso, a medida acompanha tendência internacional: países como Espanha e Portugal já reconhecem o “interesse do animal” em suas legislações civis.
E você, concorda que os pets devam ter regras de guarda semelhantes às de filhos menores? Compartilhe sua opinião e, para acompanhar outras pautas do Congresso, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação





