Cascavel (PR) – A NASCAR Brasil volta ao Autódromo Zilmar Beux neste fim de semana para a segunda etapa de 2026, e Cacá Bueno chega pressionado: só poderá usar um único jogo de pneus em todas as sessões – da sexta-feira ao domingo – enquanto tenta repetir o pódio conquistado na abertura do campeonato.
- Em resumo: pneus limitados, horário-chave às 14h30 e transmissão ao vivo na Max.
Estratégia de sobrevivência: ritmo sem gastar borracha
Com o regulamento reduzindo o estoque de pneus para controlar custos, pilotos precisam equilibrar velocidade e conservação. De acordo com dados da Fenabrave, o setor automotivo viu os preços de compostos de borracha subir até 12% em 2025, reflexo direto no esporte a motor.
No ano passado, a prova noturna em Cascavel tinha 100 milhas; agora, o formato de rodada dupla exige performance consistente desde o treino livre de sexta até a Sunrise Race de domingo, às 8h25.
“Precisamos mostrar velocidade desde os treinos, mas evitando desgastar muito os pneus, já que temos apenas um jogo para o final de semana”, avaliou Cacá Bueno, terceiro no campeonato com o carro nº 0 do Team RC.
Novo carro, mesmo palco: o que mudou em 2026
A temporada introduziu um chassi atualizado, 70 kg mais leve e com downforce revisto, aproximando o comportamento do bólido brasileiro às máquinas da NASCAR Cup Series norte-americana. O resultado foi visível na abertura em Santa Cruz do Sul: Cacá largou do meio do pelotão, garantiu um 3º e um 5º lugares e somou pontos valiosos.
Já em Cascavel, traçado de 3.058 m com curvas de alta, a degradação dos pneus dianteiros costuma ser decisiva. Em 2025, o carioca escalou o grid para terminar em 4º. Se repetir a dose, pode sair do Paraná colado nos líderes do campeonato.
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