Suplente do PT rebate acusação e chama toque de mal-entendido
FORTALEZA/CE – Em nota divulgada em 2 de fevereiro de 2026, o suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) negou ter cometido importunação sexual no desembarque de um voo e atribuiu o episódio a um “mal-entendido” provocado pela aglomeração de passageiros.
- Em resumo: Parlamentar afirma colaborar com a polícia e aposta no inquérito para provar que não houve crime.
Entenda a alegação de “ambiente caótico” no aeroporto
Segundo Pedro Lobo, o contato denunciado ocorreu quando dezenas de passageiros se apressavam para retirar bagagens. Ele argumenta que, em situações assim, “interpretações distintas” podem surgir e que as câmeras de segurança devem esclarecer os fatos. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, só em 2022, o país registrou 23,684 ocorrências de importunação sexual, alta de 34% em relação a 2021.
O político diz estar “tranquilo” e reforça ter prestado informações detalhadas já no primeiro contato com a Polícia Civil. Até agora, não há confirmação de indiciamento.
“Jamais pratiquei conduta que desrespeite as mulheres; confio plenamente na investigação”, declarou o suplente.
Trajetória e bandeiras podem influenciar percepção pública
Na nota, Lobo frisou sua atuação histórica contra a violência de gênero e o feminicídio, pilares que, segundo ele, sustentam sua imagem pública. Analistas lembram que denúncias desse tipo costumam ter forte impacto em mandatos porque afetam a relação de confiança com o eleitorado feminino.

No Ceará, a Lei 13.718/2018 tipifica importunação sexual com pena de até cinco anos de prisão, mas a jurisprudência aponta que boa parte dos processos é arquivada por falta de provas ou acordo de não persecução penal.
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