Trump anuncia controle da Venezuela após captura de Maduro
Trump anuncia controle da Venezuela após captura de Maduro – Em pronunciamento no sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela por tempo indeterminado.
O anúncio ocorreu horas depois da ofensiva militar que resultou na prisão do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo Trump, a medida visa garantir uma “transição segura, adequada e criteriosa” antes de qualquer eleição ou definição de novo comando civil.
Transição será conduzida por “grupo” ainda indefinido
Trump explicou que a gestão temporária ficará a cargo de um comitê, sem detalhar nomes ou composição. Ele confirmou diálogos com a líder opositora María Corina Machado para estruturar o processo.
Também ficou claro que a presença militar e administrativa dos EUA permanecerá até que, nas palavras do presidente, “não haja risco de retorno ao modelo que devastou o país”.
Petróleo no centro da operação
Ao justificar a intervenção, Trump apontou a exploração petrolífera como eixo principal. Ele afirmou que “bilhões de dólares foram roubados” da estatal venezuelana e que a indústria foi “construída com tecnologia americana”. Dados da Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) mostram que a Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, mas a produção caiu cerca de 75% na última década.
O presidente disse que parte da produção será enviada aos Estados Unidos até que o novo governo seja instalado, alegando necessidade de recuperar recursos desviados durante gestões anteriores.
Impacto regional e próximos passos
A captura de Maduro encerra um ciclo de 10 anos iniciado após a morte de Hugo Chávez, mas abre incertezas sobre a reação de aliados regionais, como Cuba e Nicarágua. Especialistas em direito internacional afirmam que a intervenção reacende o debate sobre soberania e possíveis sanções em fóruns multilaterais.

A Casa Branca não apresentou cronograma para retirada de tropas, limitando-se a dizer que a permanência será “tão breve quanto possível e tão longa quanto necessário”. Crescem, contudo, os questionamentos sobre o custo da operação e os reflexos no preço global do petróleo.
No cenário interno venezuelano, opositores celebraram a queda de Maduro, enquanto movimentos civis pedem garantias de direitos e eleições livres.
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