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sábado, março 14, 2026

Trump provoca e diz ter ‘dizimado’ o Irã ao cobrar Ormuz

Trump provoca e diz ter ‘dizimado’ o Irã ao cobrar Ormuz

WASHINGTON, EUA – Em nova ofensiva retórica, o ex-presidente Donald Trump afirmou neste sábado (14) que os Estados Unidos “dizimaram completamente o Irã” e exigiu que demais importadores de petróleo assumam a segurança do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

  • Em resumo: Trump quer que China, Reino Unido e Japão enviem navios de guerra para garantir o fluxo de petróleo, sob pena de novo choque de preços.

Por que Ormuz virou ponto de tensão permanente

O corredor marítimo entre Omã e Irã voltou a ser alvo de ataques: foram 13 ações contra embarcações desde 28 de fevereiro, segundo a UK Maritime Trade Operations. O anúncio iraniano de bloqueio parcial derrubou o tráfego e impulsionou o barril a US$ 120, maior patamar desde 2022.

Dados da U.S. Energy Information Administration mostram que quase 17 milhões de barris diários cruzam o estreito. Qualquer interrupção eleva custos de transporte, prêmio de seguro e, por tabela, o preço final da gasolina – fator decisivo no humor do eleitor norte-americano em ano eleitoral.

“Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas”, escreveu Trump na Truth Social.

Impacto imediato no petróleo e na campanha de 2026

No mercado futuro, o Brent recuou para a faixa dos US$ 100, mas analistas alertam que um novo ataque relevante pode empurrar o preço para além de US$ 130, repetindo o choque de 2008. Para Trump, o encarecimento já afeta sua tentativa de reconquistar o Congresso em novembro.

A estratégia do republicano é dividir o ônus da patrulha: “China, França, Coreia do Sul e outros devem enviar navios”, disse ele. A manobra ecoa a Operação Earnest Will, de 1987, quando Washington também convocou aliados para escoltar petroleiros no Golfo.

O que você acha? Países asiáticos devem atender ao apelo de Trump ou buscar mediação diplomática? Para acompanhar nossos conteúdos internacionais, visite a editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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