Cupertino, Califórnia – A Apple confirmou que Tim Cook deixará o cargo de CEO em 1º de setembro de 2026, entregando a chave da empresa mais valiosa do mundo a John Ternus. A troca ocorre quando a gigante cruza a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado e enfrenta cobrança urgente por inovações em inteligência artificial.
- Em resumo: Cook sai após quadruplicar a receita da Apple; Ternus assume pressionado a acelerar projetos de IA.
Por que a transição importa agora
Cook herdou a companhia em 2011, dois meses antes da morte de Steve Jobs, e a fez saltar de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões em valor de mercado. Segundo dados compilados pela Reuters, o crescimento de mais de 1.000% superou qualquer rival do setor no mesmo período.
Nesse intervalo, o executivo lançou linhas como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços que hoje representam quase 25% do faturamento anual. Ainda assim, analistas afirmam que a companhia perdeu tração em IA generativa, ponto que elevou a Nvidia à liderança do ranking de empresas mais valiosas.
“Steve Jobs foi talvez o primeiro CEO 'superstar', e Cook assumiu sob forte ceticismo. Os números mostram que houve mais acertos que erros”, avalia o especialista Arthur Igreja.
Desafios de John Ternus à frente de um império trilionário
Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia, Ternus entrou na Apple em 2001 e hoje chefia a engenharia de hardware. Aos 49 anos, terá de provar que consegue repetir a fórmula de Cook e, ao mesmo tempo, entregar avanços significativos em IA — área na qual Alphabet e Microsoft investiram, juntas, mais de US$ 50 bilhões em 2025, segundo estimativas da IDC.
Outro teste será sustentar a diversificação geográfica: sob Cook, a produção de iPhones migrou parte da sua linha da China para Vietnã e Índia. Relatórios do Gartner indicam que esses países devem aumentar sua participação na cadeia global de eletrônicos de 14% para 23% até 2027, ampliando margem e reduzindo riscos regulatórios.
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Crédito da imagem: Divulgação/Apple