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quinta-feira, abril 9, 2026

Vira-lata de Fortaleza cruza 7 mil km e acorda na Suíça

Vira-lata de Fortaleza cruza 7 mil km e acorda na Suíça

Fortaleza/CE – A jornada de Costelinha, o caramelo que vivia nas calçadas do Bairro Jóquei Clube, ganhou novo capítulo em 8 de abril de 2026: o cão pousou em Zurique, na Suíça, depois de um processo que durou cinco meses e envolveu vacinas, exames e autorização do governo suíço.

  • Em resumo: ex-morador de rua é adotado por casal cearense-suíço e atravessa mais de 7.000 km até um novo lar europeu.

Por que a viagem foi tão demorada?

Para entrar em território suíço, qualquer animal precisa cumprir exigências sanitárias rígidas. Segundo as normas do Ministério da Agricultura, o tutor deve providenciar microchipagem, vacina antirrábica, sorologia e quarentena mínima de 90 dias. Foi exatamente esse roteiro que Tais Marthalle e o marido, o suíço Roma Marthalle, seguiram após decidirem adotar o vira-lata.

Na prática, o cronograma começou em novembro de 2025 com a aplicação do microchip e da vacina. Trinta dias depois, veio o exame de sorologia da raiva; só então o relógio da quarentena começou a contar. Durante a espera, Costelinha passou por consultas, exames de rotina e castração para garantir que chegasse saudável ao destino final.

“O processo foi longo, mas necessário para a segurança dele e das autoridades suíças”, explicou Nayana Soares, irmã de Tais e voluntária do grupo Vira-Latas do Bem.

Do ataque nas ruas ao sofá suíço

O vínculo entre Costelinha e os voluntários começou em abril de 2025, quando ele apareceu machucado após ser atacado por dois cães maiores. Alimentação, curativos e companhia diária passaram a fazer parte da rotina do animal. Mesmo assim, em outubro, ele desapareceu e só foi encontrado semanas depois na Avenida Beira-Mar, 13 km distante do ponto original.

Enquanto os papéis corriam, Nayana acolheu o cachorro em casa e o acostumou a ambientes internos — algo essencial para a adaptação a um apartamento europeu. Já em solo suíço, os relatos da família indicam que ele se ambientou rapidamente ao novo clima, desfrutando de passeios à beira do Lago Zurique.

O que você acha? Histórias como a de Costelinha mostram que adoção responsável pode ultrapassar fronteiras? Para mais conteúdos sobre o Ceará, visite nossa editoria regional.


Crédito da imagem: Divulgação / Redes sociais

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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