Brasileira morta em Portugal segue sem traslado do corpo
Brasileira morta em Portugal segue sem traslado do corpo – Um mês após o assassinato da babá cearense Lucinete Freitas, ocorrido em 5 de dezembro de 2025, a família ainda não conseguiu repatriar o corpo para o Ceará.
O viúvo, Teodoro Júnior, afirma que o pedido de traslado foi feito ao Governo Federal, mas a norma publicada em 2025, que permite custeio excepcional, depende de previsão orçamentária que ainda não saiu do papel.
Crime e prisão da suspeita
Lucinete, 40 anos, passou 13 dias desaparecida antes de ser encontrada em um matagal de Amadora, região metropolitana de Lisboa.
A patroa, maranhense de 43 anos mantida em sigilo pelas autoridades, foi presa em 18 de dezembro. Ela revelou o local onde abandonou o corpo e responde por homicídio qualificado, profanação de cadáver, porte de arma proibida e falsidade informática.
Burocracia para repatriação
O Itamaraty informa que o traslado de restos mortais só ocorre “em situações excepcionais”, conforme o Decreto 11.999/2025, que exige: incapacidade financeira da família, ausência de seguro e comoção pública.
No Relatório de Assistência Consular 2023, apenas 14% dos 279 pedidos de repatriação de corpos receberam ajuda estatal, segundo dados compilados pelo Atlas da Violência.
Motivação investigada
O Ministério Público português apura se o crime foi motivado pelo fato de a babá ter concordado em depor a favor do patrão numa ação de guarda do filho do casal.

Estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que disputas domésticas estão por trás de 27% dos feminicídios envolvendo brasileiras migrantes, reforçando o risco de violência contra trabalhadoras no exterior.
Sonhos interrompidos
Vivendo há sete meses em Portugal, Lucinete planejava levar o marido e o filho de 14 anos para o país em 2026.
A família organiza campanhas on-line para arrecadar cerca de € 7 mil (R$ 37 mil) necessários ao traslado internacional, enquanto aguarda definição do governo.
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Crédito da imagem: Divulgação
