Aldigueri costura maioria e contém crises na Assembleia do CE
FORTALEZA – Em meio a um tabuleiro político fragmentado, o deputado Romeu Aldigueri assumiu a presidência da Assembleia Legislativa do Ceará transformando ruído em consenso e garantindo estabilidade ao Palácio Iracema, segundo aliados, “até 2026”.
- Em resumo: estratégia de bastidor garantiu apoio de 38 dos 46 deputados e desativou disputas internas.
Como Aldigueri fechou a conta dos votos
Sem a exposição de campanhas tradicionais, o parlamentar visitou bancadas, acomodou interesses regionais e distribuiu relatorias-chave. A fórmula reforça a máxima de que, na política cearense, o acordo precede o anúncio.
O Ceará concentra 9,2 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE, e a governabilidade estadual depende da harmonia entre Executivo e Legislativo. Ao reunir base e oposição moderada, Aldigueri sinaliza que votações de orçamento, previdência e incentivos fiscais chegarão ao plenário sem sobressaltos.
“Menos ruído, mais solução institucional”, definiu um interlocutor próximo ao novo presidente.
O que muda para o eleitor cearense
Apoiado por 82 % da Casa, o presidente prometeu acelerar projetos voltados a segurança hídrica e geração de emprego, temas que lideram pesquisas de opinião estadual. Nos bastidores, fontes apontam que a Casa deve criar uma força-tarefa para fiscalizar a execução do Plano Plurianual, cuja verba ultrapassa R$ 36 bilhões.

Especialistas lembram que, desde 2019, a Assembleia aprovou 94 % das matérias enviadas pelo Executivo. Com a nova composição, a tendência é manter a média e evitar crises que paralisem obras em saúde e infraestrutura.
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