Programa estadual faz algodão renascer no Sertão; Quixadá lidera
Fortaleza/CE – A cotonicultura cearense volta ao centro das políticas públicas com o lançamento do Programa Estadual de Fortalecimento e Revitalização da Cotonicultura, que coloca Quixadá, Quixeramobim e Pedra Branca na linha de frente de um novo ciclo econômico.
- Em resumo: Governo distribui sementes certificadas e leva assistência técnica para reativar cadeia do algodão nos três municípios.
Por que isso importa agora?
Após décadas de retração, o algodão ressurge como alternativa de renda no Sertão Central. O pacote oficial une Casa Civil, Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Adagri, Embrapa, Apace e Ministério da Agricultura, numa estratégia de pesquisa, extensão e compras públicas. Segundo dados do Ministério da Agricultura, cadeias organizadas aumentam em até 30% a rentabilidade dos pequenos produtores.
Na prática, o produtor receberá sementes certificadas, treinamento em manejo de pragas e acesso a maquinário compartilhado, reduzindo custos e ampliando produtividade.
“A expectativa é contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva do algodão e para o desenvolvimento econômico das áreas atendidas.”
Contexto histórico e projeção econômica
De acordo com séries históricas do IBGE, a área plantada de algodão no Ceará encolheu mais de 80% entre 1990 e 2010, reflexo de pragas e da migração para culturas de ciclo curto. A nova ofensiva tenta reverter esse quadro com tecnologia de cultivares resistentes e integração comercial.

Economistas regionais apontam que, se o estado recuperar apenas um terço da área cultivada de 30 anos atrás, a cadeia pode injetar cerca de R$ 120 milhões/ano na economia local via fiação, tecelagem e logística. A sinergia com o polo têxtil de Maracanaú é vista como passo decisivo para fechar o ciclo produtivo dentro do próprio Ceará.
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Crédito da imagem: Divulgação