Seminário de Educação em Direitos Humanos no Ceará
Seminário de Educação em Direitos Humanos movimentou Fortaleza ao reunir, em dois dias de programação, gestores de 224 escolas estaduais que criaram planos para melhorar o clima escolar e ampliar a inclusão.
O encontro, promovido pela Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), apresentou resultados de 2025 e traçou metas para 2026, sempre pautado na construção de ambientes acolhedores, plurais e democráticos.
Evento reúne 224 escolas e especialistas
Gestores das unidades reconhecidas expuseram experiências bem-sucedidas que incluem práticas de mediação de conflitos, protagonismo estudantil e ações de justiça restaurativa.
A conferência de abertura foi conduzida pelo professor colombiano Víctor del Carmen Avendaño, que discutiu desafios da formação cidadã na era dos algoritmos. O seminário também contou com representantes da Defensoria Pública, que reforçaram a importância de inserir direitos humanos na rotina escolar — diretriz alinhada às orientações do Ministério da Educação sobre educação integral e cultura de paz.
Temas em pauta e metas para 2026
Salas temáticas abordaram cidadania digital, gênero, educação ambiental e relações étnico-raciais. Segundo dados do INEP, escolas que trabalham competências socioemocionais têm 15% menos casos de indisciplina grave, indicador que a rede cearense pretende reduzir ainda mais com formações continuadas.
Para o secretário executivo de Equidade e Direitos Humanos, Helder Nogueira, a troca de experiências consolida uma “agenda permanente” de inclusão. Já a professora Aurilene Fontenele, de Barroquinha, destacou o engajamento comunitário como chave para o sucesso do projeto Escola Acolhedora.

Ao final, os participantes definiram prioridades para 2026: ampliar o diagnóstico de clima escolar, integrar famílias às decisões pedagógicas e monitorar metas via plataforma única da Seduc.
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Crédito da imagem: Divulgação / Seduc