Brasília – Divulgada em 15 de abril, a pesquisa nacional do Instituto Quaest sacudiu o debate político ao apontar Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno, mas com o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente em um eventual segundo turno.
- Em resumo: Lula tem 37% na largada, porém Flávio alcança 42% no duelo direto, superando o presidente pela 1ª vez.
Como a vantagem mudou em quatro meses
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, entrevistou 2.004 brasileiros entre 9 e 13 de abril, margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança. A trajetória mostra erosão constante da folga petista: +10 pontos em dezembro, +7 em janeiro, +5 em fevereiro e empate em março, até chegar aos atuais 42% x 40% para o parlamentar.
No primeiro turno, completam a lista Ronaldo Caiado (6%) e Romeu Zema (3%). O cenário sugere fragmentação do eleitorado de centro-direita, fator que pode ser decisivo na reta final, segundo especialistas do Tribunal Superior Eleitoral.
“Foram quatro recuos sucessivos de Lula. A tendência se consolidou e, agora, Flávio aparece na dianteira dentro da margem de erro”, resume a Quaest no relatório.
O que explica a virada e seus efeitos
Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro por 50,9% a 49,1% — a disputa mais apertada desde a redemocratização. Historicamente, segundo série do Ibope/TSE, nenhum presidente reeleito perdeu a liderança em pesquisas a dois anos da eleição, o que reforça o ineditismo da guinada.

Analistas atribuem a mudança a três fatores: desgaste econômico, inflação persistente e consolidação do “voto bolsonarista raiz” em torno de Flávio, que herdou parte do capital político do pai. Caso a curva se mantenha, partidos de centro podem rever alianças ainda em 2024, pressionando por chapas únicas nos estados para 2026.
O que você acha? Essas oscilações apontam para uma mudança duradoura no humor do eleitorado ou são apenas um retrato de momento? Para acompanhar mais análises, acesse nossa editoria de Política.
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