BRASÍLIA/DF – Em agenda na capital federal, o governador Elmano de Freitas (PT) sinalizou que a deputada federal Luizianne Lins (Rede) pode integrar a chapa governista ao Senado em 2026, abrindo nova frente de disputa dentro da já ampla aliança que sustenta o Palácio da Abolição.
- Em resumo: Elmano confirmou que Luizianne é um dos quatro nomes avaliados para a única vaga cearense no Senado em 2026.
Por que a menção a Luizianne muda o jogo
Ao citar a ex-prefeita de Fortaleza, Elmano reforça a ideia de pluralidade partidária e preserva o bloco de centro-esquerda que o elegeu. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, PT, Rede e MDB somaram, juntos, mais de 2,6 milhões de votos proporcionais no Ceará em 2022, número que nenhum adversário isolado conseguiu superar. Dados do TSE mostram que esse capital político pode ser decisivo para manter a vaga sob controle governista.
Além de Luizianne, estão na mesa os deputados federais Júnior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Todos aguardam a escolha, marcada para ocorrer entre junho e julho de 2026.
“Se temos uma aliança ampla, não faz sentido que todos os candidatos saiam apenas da esquerda”, disse Elmano, reforçando a necessidade de equilíbrio partidário.
Contexto e impacto para 2026
O Ceará elege um senador a cada ciclo de oito anos; a vaga em disputa atualmente pertence a Cid Gomes (PDT), eleito em 2018 com 3,4 milhões de votos. Historicamente, o estado mantém alta adesão às chapas apoiadas pelo governo federal: nas três últimas eleições, candidatos alinhados ao Planalto conquistaram 75% das cadeiras, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Para Luizianne, a entrada oficial na pré-lista pode reavivar sua base em Fortaleza, onde foi prefeita por dois mandatos. Para Elmano, o movimento mostra força de articulação e neutraliza pressões internas do PT, que defende candidatura própria enquanto preserva pontes com partidos de centro.
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