Diretor de Deliverance 2 provoca: “romance gay sem ser woke”

Warhorse Studios – O diretor Daniel Vávra reagiu, nesta semana, à indicação de Kingdom Come Deliverance 2 ao Gayming Awards 2026 e afirmou que o jogo “acertou” na representação de um romance gay por não “forçar militância”, gerando debate imediato na comunidade gamer.

  • Em resumo: Vávra disse que o game agradou ao público LGBTQ+ “sem empurrar agenda woke” e sem “re-educar” jogadores.

Bastidores da indicação e a fala que incendiou as redes

O RPG medieval recebeu duas nomeações na premiação da Gayming Magazine, especializada em diversidade no entretenimento digital. Horas depois, Vávra publicou no X (ex-Twitter) que está “muito orgulhoso” do reconhecimento, mas aproveitou para alfinetar outros títulos que, segundo ele, “idealizam” temas LGBTQ+.

Embora não tenha citado exemplos, a crítica repercutiu em fóruns como Reddit e ResetEra, onde usuários lembraram que grandes franquias, de Mass Effect a The Last of Us, usam narrativas inclusivas há mais de uma década. Um relatório da Variety aponta que 17% dos games lançados em 2023 traziam personagens abertamente LGBTQ+, número três vezes maior que em 2015.

Fizemos de forma não coercitiva, natural e educativa […] sem tentar reeducar ninguém, como tantos títulos justamente chamados de ‘woke’ hoje em dia”, escreveu Vávra.

Por que a polêmica importa para a indústria de jogos

Além de movimentar discussões sobre “cotas de representatividade”, o episódio reacende o embate entre autenticidade histórica e inclusão contemporânea. Kingdom Come Deliverance 2 se passa no início do século XV e promete retratar a vida medieval “sem idealizações”, segundo o estúdio. Especialistas lembram que documentos da época, como registros canônicos do Sacro Império, já indicavam punições severas à homossexualidade – o que torna a escolha narrativa ainda mais delicada.

Do ponto de vista de mercado, a controvérsia pode influenciar vendas: dados recentes da Newzoo mostram que 38% dos gamers consideram “representação responsável” um fator de compra, enquanto 24% rejeitam “conteúdo político excessivo”. Ou seja, o balanço entre autenticidade e inclusão segue central na estratégia de lançamentos AAA.

O que você acha? A abordagem de Vávra equilibra história e diversidade ou reforça divisões? Para mais análises sobre cultura pop e games, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Dayse Victorya

Apaixonada pela sétima arte e viciada em maratonar novidades, Dayse une o rigor do jornalismo com a linguagem dinâmica do streaming. Em seu setup em casa, ela transforma teorias cinematográficas em conversas acessíveis, explorando desde os segredos dos grandes estúdios até as listas do que realmente vale o seu "play".