Fortaleza/CE - Em um desabafo nas redes sociais nesta segunda-feira (20), a cantora de forró Taty Girl denunciou que várias prefeituras ainda não quitaram os cachês dos shows realizados em 2025, colocando em risco a participação dela — e de colegas — na próxima temporada junina.
- Em resumo: municípios seguem inadimplentes e artista cogita cancelar novas apresentações até receber.
Por que a cobrança virou urgente
Com a proximidade dos festejos de São João, prefeituras já anunciam grades de atrações, mas ainda carregam débitos do ano passado. Segundo levantamento da Serasa Experian, o setor de serviços — que inclui eventos culturais — registrou a maior alta de inadimplência em 2023, sinal de que o problema vai além da música.
Para os artistas, a pendência afeta diretamente produção, pagamento de músicos e logística. “Sem dinheiro não dá. A gente continua trabalhando, mas tem que pagar”, alertou a cantora.
“Tem muitas prefeituras que estão lançando sua grade junina, mas não pagaram o ano passado. Estão devendo ainda.” — Taty Girl
Impacto no mercado de shows e possíveis sanções
A Lei nº 14.133/2021, que substituiu a antiga 8.666, exige que órgãos públicos mantenham certidões em dia para contratar serviços. Caso as dívidas persistam, municípios podem ser apontados pelos Tribunais de Contas, tendo verbas federais bloqueadas e sofrendo restrições em convênios culturais.
Na prática, a inadimplência cria efeito dominó: artistas travam agenda, empresários suspendem estrutura e turistas perdem programação. O Nordeste movimentou cerca de R$ 2,3 bilhões no São João de 2023, segundo dados do Ministério do Turismo; sem atrações confirmadas, esse fluxo financeiro fica ameaçado.
O que você acha? Prefeituras inadimplentes deveriam ficar fora dos eventos juninos? Para mais análises sobre o universo pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação