Milton Keynes, Inglaterra – A menos de dois anos do início do novo regulamento da Fórmula 1, a Red Bull Powertrains-Ford já provoca rebuliço nos boxes. Liam Lawson revelou que o primeiro protótipo do motor nasceu “muito, muito forte” e ultrapassou as projeções internas, sinalizando um possível domínio técnico em 2026.
- Em resumo: Lawson afirma que a unidade de potência superou expectativas e sustenta o desempenho da Racing Bulls, mesmo com déficit aerodinâmico.
Por que o motor virou assunto no paddock
Desde que a FIA confirmou a adoção de combustíveis 100% sustentáveis e maior potência elétrica a partir de 2026, equipes correm para equilibrar eficiência e confiabilidade. A Red Bull optou por construir sua própria fábrica de motores em parceria com a Ford, investindo, segundo estimativas da Anfavea, valores na casa de US$ 300 milhões só em infraestrutura.
O resultado preliminar espantou concorrentes porque, historicamente, projetos de estreia sofrem com falhas de durabilidade. A Honda, por exemplo, levou dois anos para resolver problemas parecidos em 2015-2016. No caso da Red Bull-Ford, Lawson garante que a entrega de potência já é consistente a cada fim de semana de simulação.
“Nossa unidade de potência tem sido muito, muito forte. Especialmente para um primeiro ano, ninguém esperava que fosse assim”, declarou o neozelandês.
Quais são os próximos desafios
Apesar do talento bruto do motor, a Racing Bulls ainda perde velocidade de reta por falta de carga aerodinâmica. Os engenheiros trabalham em novos pacotes de asa dianteira e fundo plano, itens que podem trazer até 0,4 s por volta, de acordo com comparativos internos.
Se conseguir casar chassi e motor, a escuderia poderá repetir a ascensão meteórica da própria Red Bull em 2009, quando uma evolução aerodinâmica transformou a equipe em candidata direta ao título. Vale lembrar que Mercedes, Ferrari, Audi e Renault também estreiam novas unidades híbridas em 2026, tornando a janela de desenvolvimento crítica.
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