Osaka, Japão – Vinte anos após seu lançamento em 20 de abril de 2006, o jogo Okami ainda desafia comparações com a série Zelda e mantém status de obra-prima por sua mistura de folclore nipônico e mecânicas de pincel celestial.
- Em resumo: Arte sumi-ê interativa e design inspirado em Zelda tornaram Okami um clássico atemporal.
Da inspiração à reinvenção
Desenvolvido pelo extinto Clover Studio, selo criativo da Capcom, Okami segue a estrutura de ação-aventura popularizada por Zelda – dungeons, itens e exploração em mundo fragmentado. A diferença crucial está no Celestial Brush, habilidade que transforma cenários cinzentos em paisagens floridas com um simples gesto de tinta, recurso que ainda hoje impressiona críticos e jogadores, segundo dados reunidos pela Variety.
O impacto visual, inspirado em pinturas de época Edo, rendeu prêmios de melhor direção de arte no BAFTA Games Awards de 2007 e colocou o título na lista de relançamentos obrigatórios em praticamente todas as plataformas, do Wii ao Nintendo Switch.
"Enraizado em uma fórmula familiar de ação-aventura, Okami se eleva por uma identidade cultural e artística que poucos jogos ousaram igualar."
Números e legado cultural
Embora o primeiro lançamento tenha vendido pouco mais de 500 mil cópias no PlayStation 2, as edições HD impulsionaram o total para cerca de 3 milhões de unidades, conforme o ranking Platinum Titles da própria Capcom. O feito é relevante num mercado onde apenas 6% dos jogos ultrapassam a marca de 1 milhão, de acordo com levantamento anual da Entertainment Software Association (ESA).
Mais do que vendas, Okami influenciou a adoção de elementos de caligrafia e mitologia japonesa em títulos recentes como Ghost of Tsushima e The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, que adaptou habilidades de criação em mundo aberto de forma semelhante ao pincel celestial.
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