EUA fecham compra de US$ 2,8 bi e desafiam China nas terras raras

Nova York – A norte-americana USA Rare Earth confirmou, em 20 de abril de 2026, a aquisição da brasileira Serra Verde Group por US$ 2,8 bilhões, movimento que promete rearrumar a oferta global de terras raras e reduzir a dependência ocidental da China.

  • Em resumo: Mina goiana deve responder por 50% das terras raras pesadas fora da China até 2027.

Por que a mina goiana é peça-chave

Localizada em Pela Ema (GO), a operação da Serra Verde é a única fora da Ásia que já produz em escala os quatro elementos magnéticos essenciais a ímãs usados em carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa, segundo dados da Banco Central.

O acordo prevê US$ 300 milhões em dinheiro e emissão de 126,8 milhões de ações da compradora aos atuais sócios brasileiros, criando uma cadeia integrada do minério ao ímã acabado.

“A mina Pela Ema é um ativo único e capaz de fornecer, em larga escala, os quatro elementos magnéticos de terras raras fora da Ásia”, declarou Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth.

Impacto geopolítico e próximos passos

Dados da Agência Internacional de Energia mostram que a China concentra cerca de 70% da produção mundial de terras raras. Com o negócio, Washington reforça a estratégia de segurança energética lançada em 2022, que já destinou US$ 1,6 bilhão em crédito à americana e outros US$ 565 milhões à brasileira.

A aquisição ainda depende de aval regulatório nos EUA e no Brasil, com fechamento previsto para o terceiro trimestre de 2026. Após a consolidação, Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, assumirá a presidência da empresa combinada, enquanto Mick Davis ganhará assento no conselho.

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Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva

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