Pearl Abyss – Lançado em 19 de março, o aguardado RPG Crimson Desert agora enfrenta uma controvérsia que ameaça sua reputação: artes “placeholder” criadas por inteligência artificial foram descobertas dentro do jogo, levantando dúvidas sobre transparência e qualidade.
- Em resumo: Fans detectaram imagens geradas por IA, estúdio admitiu “inclusão acidental”.
Desconfiança cresce – por que isso incomoda tanto?
Jogadores relatam que, a cada carregamento, surge a pergunta: “é arte humana ou algoritmo?” O sentimento ganhou força após a revelação de que grandes estúdios já testam IA para acelerar produção visual, mas raramente informam ao consumidor.
No caso de Crimson Desert, o uso não declarado soma‐se a outros problemas: sistema de armazenamento confuso, gráficos borrados no PlayStation 5 e controles pouco intuitivos, todos relatados desde o lançamento.
“Placeholder gerados por IA foram colocados durante o desenvolvimento e, por engano, permaneceram na versão final”, reconheceu a desenvolvedora em nota oficial.
Risco de efeito dominó na indústria
Analistas alertam que a prática pode virar norma se não houver pressão do público. Relatório da consultoria Newzoo estima que 17% dos estúdios globais já experimentam IA generativa em fases de pré-produção.

No Brasil, a Associação de Desenvolvedores de Jogos destaca que a falta de regulamentação deixa o consumidor sem garantias sobre autoria ou direitos autorais, cenário similar ao de Hollywood antes da greve dos roteiristas de 2023.
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Crédito da imagem: Divulgação