Barras/PI - Uma força-tarefa da Polícia Civil do Piauí vasculhou, na madrugada desta segunda-feira (20), imóveis em Barras e em Tianguá (CE) para capturar o ex-vereador Juliano Magalhães Coelho, o “Juliano Importados”, suspeito de articular o latrocínio que arrancou um cofre com R$ 500 mil e resultou na morte do idoso Antônio Pereira de Carvalho, 77.
- Em resumo: Cofre milionário roubado, caminhão incendiado e cinco alvos com prisão decretada — dois seguem foragidos.
Operação detalha passos do bando
As equipes cumpriram cinco mandados de prisão temporária, além de buscas em residências, veículos e na loja de importados do político. Armas, munições, celulares e dinheiro vivo foram apreendidos. De acordo com o delegado Welder Melo, os criminosos visitaram a fazenda dias antes, fingindo negociar madeira, e mapearam onde o dinheiro era guardado.
O idoso foi rendido, imobilizado e sofreu um infarto fatal durante o assalto. O caminhão da própria vítima foi usado para transportar o cofre e, horas depois, apareceu queimado às margens da PI-110, numa tentativa de apagar vestígios.
“Tratamos o caso com prioridade máxima, sustentados por provas técnicas consistentes”, destacou o delegado Welder Melo, da Delegacia de Barras.
Latrocínio em alta: o dado que preocupa
Segundo o Atlas da Violência 2023, o Brasil registrou 1.579 latrocínios em 2022, uma média de quatro casos por dia. A lei brasileira classifica o crime no artigo 157, §3º do Código Penal, com pena de 20 a 30 anos de prisão — tempo que pode aumentar se houver associação criminosa.
Especialistas em segurança pública alertam que roubos seguidos de morte em áreas rurais têm subido justamente pelo maior volume de numerário mantido em propriedades, cenário que reforça a necessidade de escolta bancária ou vigilância eletrônica para valores expressivos como os R$ 500 mil subtraídos em Batalha.
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