Maranello, Itália – A Ferrari desembarca no GP de Miami, neste fim de semana, munida de um pacote aerodinâmico inédito que promete mexer no tabuleiro da temporada 2026 da Fórmula 1.
- Em resumo: Nova versão da famosa asa “Macarena” será testada já na única sessão livre de sexta.
Por que a atualização virou assunto no paddock
O time italiano utilizou a brecha de filmagem de 100 km em Monza, prevista pelo regulamento da FIA, para validar peças redesenhadas. Entre elas, a asa traseira apelidada de “Macarena” ganhou recortes extras que reduzem o arrasto e devem elevar a velocidade em reta. Segundo dados técnicos da Anfavea, cada ganho de 1% em eficiência aerodinâmica pode refletir em até 0s3 por volta em pistas de alta velocidade – número suficiente para alterar a hierarquia atual.
Mesmo satisfeita, a escuderia admite cautela. A pausa de três semanas fez outras equipes trabalharem em silêncio, o que pode neutralizar parte do ganho ferrarista.
“Traremos algumas atualizações aerodinâmicas, mas sabemos que nossos rivais farão o mesmo. Será crucial maximizar o trabalho na única sessão de treinos”, afirmou Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari.
Contexto: regras, limite de tempo e impacto na classificação
Desde 2022, a Fórmula 1 restringe filmagens promocionais a dois dias por ano, justamente para evitar testes disfarçados. Ainda assim, essas saídas curtas se tornaram valiosas: permitem aferir sensores e coletar dados reais sem infringir o teto orçamentário de US$ 135 milhões.
Historicamente, o Circuito de Miami favorece carros com boa tração em curvas lentas e velocidade de reta. Em 2025, por exemplo, 62% das ultrapassagens ocorreram no trecho de DRS principal, segundo a própria FIA. Se o novo perfil da asa da Ferrari entregar os 4 km/h adicionais previstos, Charles Leclerc e Lewis Hamilton (novo companheiro de equipe) podem ameaçar Red Bull e Mercedes já no sábado, quando a qualificação costuma definir 80% dos vencedores neste traçado urbano.
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