Ministro da Defesa da Venezuela descarta tropas estrangeiras
Ministro da Defesa da Venezuela descarta tropas estrangeiras – Vladimir Padrino López declarou, em vídeo divulgado no sábado (3), que Caracas “não permitirá um só soldado estrangeiro” no país após os bombardeios atribuídos aos Estados Unidos nas primeiras horas do dia.
Na gravação, o chefe da pasta garante que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) foram mobilizadas integralmente para “conter qualquer nova agressão” e que a soberania venezuelana será defendida “a qualquer preço”.
Ataques atingiram bases e zonas civis
Segundo Padrino, o complexo militar de Fort Tiuna, em Caracas, além de áreas nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, foram alvos de mísseis e foguetes disparados por helicópteros norte-americanos.
O ministro classificou a ofensiva como “agressão militar criminosa”, mencionando vítimas civis em bairros residenciais. Até o momento, o número de mortos e feridos ainda está sendo contabilizado, mas equipes de emergência locais permanecem em operação.
Estado de comoção externa e reação diplomática
O governo decretou estado de comoção externa em todo o território, recurso previsto na Constituição venezuelana para situações de ameaça internacional. O dispositivo permite restringir direitos, deslocar tropas e controlar fronteiras.
No âmbito diplomático, o país pretende levar o episódio ao Conselho de Segurança da ONU para denunciar violação de soberania. A Carta das Nações Unidas estabelece, no artigo 2, que todos os membros devem “abster-se do uso da força” contra a integridade territorial de outro Estado, princípio lembrado por Padrino. Mais detalhes estão no portal oficial da ONU.
Tensão histórica entre Caracas e Washington
Os atritos militares agravam um histórico de sanções econômicas e acusações mútuas. Somente em 2023, segundo levantamento do Observatório de Conflitos da Universidade de Harvard, mais de 30 incidentes aéreos envolvendo aeronaves venezuelanas e norte-americanas foram registrados no Caribe.

Especialistas em defesa destacam que, desde 2015, a Venezuela investe em sistemas antiaéreos de fabricação russa, justamente para dissuadir ações externas. Analistas alertam, contudo, que o país enfrenta limitações logísticas decorrentes da crise econômica em curso.
Apesar da escalada, interlocutores da Organização dos Estados Americanos defendem a retomada de negociações multilaterais para evitar impacto humanitário maior na região.
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Crédito da imagem: Divulgação
