Racha familiar força Bruno Jucá a lançar candidatura em Choró
Choró/CE – Um desgaste público entre o ex-prefeito Marcondes Jucá e o gestor interino Paulo George, o Paulinho, virou o tabuleiro político da cidade e colocou o sobrinho Bruno Jucá (PRD) na corrida direta pelo Palácio Municipal.
- Em resumo: Sem espaço como vice, Bruno agora mira o cargo máximo e pressiona o grupo governista a recompor alianças.
Bastidores: como o acordo desmoronou
Fontes próximas relatam que o plano inicial previa Bruno de vice na chapa de Paulinho. O arranjo, porém, ruiu quando parte do núcleo governista sinalizou resistência ao nome dele. O pivô da discórdia, segundo aliados, foi a percepção de que a presença do ex-prefeito Marcondes interferia demais nas decisões do atual governo.
O movimento levou Marcondes a articular novas alianças e, de quebra, bancar o sobrinho como cabeça de chapa. Dados do IBGE mostram que Choró tem pouco mais de 13 mil habitantes; numa eleição acirrada, qualquer ruptura interna pode definir o resultado.
“A pré-candidatura só sai de cena se Paulinho aceitar Bruno como vice”, confidenciou uma liderança próxima às negociações.
O que está em jogo para 2024
Além de Bruno, três nomes já circulam como pré-candidatos: o ex-vereador Antonio Delmiro (PT), que somou 38,9% dos votos em 2020, a professora Ana Íris como vice e o radialista Everardo Gomes (Cidadania), recém-desligado do PT.

Especialistas lembram que abstenções em Choró alcançaram 16,7% no último pleito municipal, acima da média cearense. Caso o racha persista, o índice pode crescer e abrir margem para surpresas nas urnas.
O que você acha? A família Jucá deve manter candidatura própria ou recuar para preservar a união do grupo? Para mais análises da cena política, acesse nossa editoria especializada.
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