Chuva de meteoros Geminídeas iluminará o Ceará em 13 e 14/12
Chuva de meteoros Geminídeas iluminará o Ceará em 13 e 14/12 – Entre as madrugadas de 13 e 14 de dezembro, o céu cearense deve registrar até 100 meteoros por hora, conforme a Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon).
Por estar próximo à Linha do Equador, o estado oferece campo de visão privilegiado para o pico da chuva, previsto entre 3h e 4h. O fenômeno é anual e decorre dos detritos deixados pelo Asteroide 3200 Phaethon, descoberto em 1983.
Quando e onde observar
A atividade já pode ser percebida com menos intensidade cerca de 20 dias antes do ápice, mas o espetáculo atinge seu auge na madrugada de 13 para 14 de dezembro. Segundo o astrônomo Lauriston Trindade, o radiante — ponto de origem aparente dos riscos luminosos — fica na constelação de Gêmeos, alta no horizonte do Nordeste.
Para quem busca o melhor ponto de observação, a recomendação é afastar-se da poluição luminosa de centros urbanos. Municípios do interior, praias pouco iluminadas e serras são ideais. O portal do Observatório Nacional lembra que a visibilidade também depende de céu limpo e ausência de Lua cheia.
Dicas de visualização segura
Não é necessário usar telescópios ou binóculos; quanto maior o campo de visão, melhor. Deite-se ou utilize uma cadeira reclinável voltada para o leste, aguarde de 20 a 30 minutos para adaptação dos olhos à escuridão e evite luzes de celulares nesse período.
A chuva de meteoros é segura. A chance de um fragmento chegar ao solo — então chamado de meteorito — e causar danos é desprezível. Caso alguém encontre uma rocha incomum, a Bramon orienta registrar fotos, anotar as coordenadas e encaminhar o material a instituições acadêmicas para análise e certificação.
Em 2024, o Observatório Nacional contabilizou aumento de 18% nos relatos de meteoros no Brasil, impulsionado por redes de monitoramento em estados do Nordeste. A coleta desses dados ajuda a mapear rotas de fragmentos e aprimorar estudos sobre a origem do Sistema Solar.

Quem pretende fotografar o evento deve usar tripé, exposição longa (10–20 s) e ISO alto. Aplicativos gratuitos de rastreamento estelar facilitam localizar Gêmeos e prever a passagem de satélites que possam interferir nas imagens.
No fim do espetáculo, o radiante move-se para o oeste, e a frequência de riscos luminosos diminui gradativamente até o amanhecer.
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Crédito da imagem: Foto G1