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Policial militar morta após denunciar agressões do companheiro
Policial militar morta após denunciar agressões do companheiro – A soldado Larissa Gomes da Silva, 26 anos, foi assassinada a tiros durante uma discussão com o parceiro, também militar, na última quarta-feira (3). O caso expôs um histórico de violência doméstica que, segundo amigos e familiares, se estendia havia meses.
Relatos coletados pela Polícia Civil apontam que a vítima já chegara a sofrer “várias coronhadas” na cabeça e no rosto em conflito anterior. Apesar das lesões, nem todos os episódios foram oficialmente registrados.
Violência recorrente e falta de medidas protetivas
Pessoas próximas contam que Larissa tentava manter a rotina de trabalho e cuidar dos três filhos, mas enfrentava ameaças e agressões constantes dentro de casa. Em um dos episódios, os cortes profundos no couro cabeludo a obrigaram a procurar atendimento médico, mas ela desistiu de representar criminalmente contra o agressor.
A Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar investiga não só o homicídio, mas também por que os indícios prévios de violência não resultaram na adoção de medidas protetivas, como determina a Lei Maria da Penha.
Dado nacional reforça gravidade dos casos
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registrou mais de 230 mil denúncias de violência doméstica em 2023, uma média de 26 ocorrências por hora. Especialistas alertam que subnotificações são frequentes, sobretudo quando o agressor possui vínculo profissional ou hierárquico com a vítima.
Nesse contexto, órgãos de defesa recomendam que vítimas procurem delegacias especializadas ou acionem a Central 180, serviço nacional gratuito e confidencial, para quebrar o ciclo de agressão antes que ele evolua para o feminicídio.

A investigação sobre a morte de Larissa deve incluir depoimentos de colegas de farda, análise de laudos médicos e verificação de possíveis registros anteriores. O suspeito permanece detido em unidade militar aguardando audiência de custódia.
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Crédito da imagem: Divulgação / PMCE
